CriaTexto | Por que o “não” te fará um comunicador melhor
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21 out Por que o “não” te fará um comunicador melhor

Semana passada recebi o retorno de um job que havia me dado um grande trabalho. A resposta para todo aquele esforço criativo foi curta: não. Um não redondo. Sequer havia, entre as aquelas três letras, alguma brecha para um sim. Foi um daqueles nãos que eliminam qualquer argumento possível para transformá-lo – quem sabe – em um talvez.

Dentre as reações possíveis que eu poderia ter diante da rejeição, listo três:

Transformar o não em martelo mental:

Não, não, não, não, não” ad infinitum.

 

Transformar o não em argumento vitimista:

Esse cliente não entendeu nada, ele não sabe das coisas.

 

Transformar o não em transferência de responsabilidades:

Mas também, esse briefing não dizia nada!

 

As três opções passaram pela minha cabeça, mas decidi escolher uma outra, muito mais simples:  a de que o não de maneira alguma significa o ponto final de uma história.

O não é só uma borracha.

O tempo inteiro nós escrevemos, apagamos e voltamos a escrever. Na época do colégio fazíamos contas enormes  até que nos perdíamos no meio do caminho e precisávamos apagar tudo para, então, recomeçar.

Apagar é dizer “vamos tentar de novo”.

A humildade de encarar respostas negativas como borrachas que abrem caminho para um trabalho melhor é um aprendizado que todo empresário e comunicador tem – diariamente, talvez? –  em sua jornada profissional. Normalmente se aprende do pior jeito: pela dor.

 Porque, convenhamos, quem é que gosta de ser rejeitado? Ninguém espera que essa borracha venha dos outros e chegue apagando tudo o que você acredita ser verdade. Mas ela é a melhor borracha do mercado. Não é como a sua, que em vez de apagar, se apega.  Em vez de lhe ajudar a ser mais criativo, faz você sentir pena do esforço empregado, o trabalho perdido, da palavra que estava tão bonitinha naquele lugar.

Os nãos, borrachas alheias, são instrumentos de aperfeiçoamento. Recebê-los com raiva, vitimismo ou superioridade faz do seu trabalho uma atividade medíocre e, de você, um amador.

Reli o texto que levou um não. Reli o briefing inúmeras vezes. Reescrevi. Reenviei. O resultado?  Aprovado com direito a carinha feliz. Agora tenho um trabalho que me dará muito mais orgulho de colocar na rua. Agradecimentos especiais ao não. :)

 

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